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BIOPLASTIA - Artigo

Artigo sobre Bioplastia Facial e Bioplastia Corporal

Conceitos básicos da bioplastia - Artigo

A bioplastia é uma técnica na qual são utilizados implantes líquidos infiltrativos, definitivos ou absorvíveis, naturais ou sintéticos, o que depende da área a ser preenchida. Todo o processo de bioplastia é realizado por meio de um procedimento minimamente invasivo.

Tudo na bioplastia é realizado com anestesia local, permitindo que o paciente participe ativamente do procedimento, de frente para um espelho, isso porque, a bioplastia de uma plástica interativa, sem cortes, sem pós-operatório, sem sangramentos e sem cicatriz.

No Brasil, o PMMA tem sido utilizado há aproximadamente 20 anos, em volumes consideráveis. O produto é liberado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, nos Estados Unidos, o PMMA foi o primeiro e único impante líquido definitivo liberado pelo FDA.

PMMA como estimulador tecidual para bioplastia

Há cerca de 5 milhões de esferas de PMMA por ml. Cada uma dessas esferas promoverá um estímulo tecidual, promovendo produção de colágeno e tecido conjuntivo, resultando em um volume final muito próximo ao volume implantado. Assim, o volume final preenchedor será do próprio paciente em resposta ao PMMA, levando a um resultado muito natural e permanente, com presença muito grande de colágeno.

A longo prazo, além do efeito preenchedor natural, a qualidade da pele do paciente tende a melhorar, prevenindo os efeitos do envelhecimento.

Histórico da Bioplastia

No início do século XX, foram sintetizadas as primeiras substâncias efetivas e relativamente biocompatíveis. Segundo Lemperle (2003), a substância aloplástica ideal para implantação deveria ser biocompatível, segura e estável no local de implantação. Deveria manter seu volume quando implantada no hospedeiro, não causar protusão através da pele ou mucosa, induzir mínima reação de corpo estranho, não ser removida por fagocitose, não possuir potencial migratório para locais distantes e, principalmente, não causar granuloma por corpo estranho. Rubin (1997) complementa dizendo que o material deve ser inerte aos fluídos corporais, facilmente manipulável na mesa cirúrgica e, acima de tudo, permanentemente aceito.

Os compostos de colágeno, as melhores substâncias existentes até há pouco tempo para preenchimento de tecidos moles, não ofereciam resultados animadores, pois perdiam em pouco tempo seu efeito reparador, sendo reabsorvidos por fagocitose pelos macrófagos em cerca de quatro a seis semanas. Foi também tentado o uso de silicone (bioplastique); entretanto, apareceram efeitos colaterais, como a formação de extensos granulomas (devido à superfície áspera das micropartículas), tornando inaceitável seu uso para preenchimento de tecidos moles.

A bioplastia teve início nos Estados Unidos com o Cirurgião Robert Ersek, que descreveu o uso do bioplastique e também a utilização de microcânulas atraumáticas.

bioplastia de gluteos material utilizado microcanula

O polimetilmetacrilato foi sintetizado pela primeira vez em 1902, pelo químico alemão Röhm, e patenteado como Plexiglas, em 1928. Em 1940, foi usada a primeira placa de Plexiglas para cobrir um defeito na calota craniana de um indivíduo. Já em 1947, Judet introduziu a primeira prótese de costela feita de PMMA. Charnley, em 1960, usou pela primeira vez a substância como cimento ósseo para fixação de uma prótese de Moore. Foi ainda usado por Bucholz como carreador de antibióticos, como a gentamicina em 1971 e, em 1974, Klemm introduziu o uso de cadeias de gentamicina e PMMA para o tratamento da osteomielite.

As primeiras experiências do uso do PMMA, para implantação em tecidos moles, foram realizadas na Alemanha. Otto (1988) e Lemperle (1991) realizaram os primeiros testes com a implantação de partículas não reabsorvíveis na pele de ratos, seguindo-se, então, uma análise histológica. Nesses estudos o menor número de reações celulares era obtido com as microesferas de polimetilmetacrilato, até então usado principalmente como cimento ortopédico.

Em 1994, surgiu a idéia de se misturar as microesferas de polimetilmetacrilato ao colágeno bovino, criando-se assim um veículo pastoso e facilmente implantável na subderme através de agulhas finas.

A partir de então se constatou uma maior permanência do implante no local, tendo, nesse contexto, os compostos de colágeno misturados a microesferas de PMMA gerado grandes expectativas nos pesquisadores e a comunidade médica.

Diversas empresas comercializam compostos de PMMA; existem no mercado diferentes nomes fantasia para o composto. Os produtos variam principalmente em relação à substância carreadora e ao tamanho das microesferas. Podem ser encontrados já preparados em seringas ou em frascos de vidro.

O produto é composto por microesferas de PMMA de 30 a 42 mícrons de tamanho, suspensas num gel carreador a base de água composto de 3.5% de colágeno bovino com remoção do final de uma cadeia telopeptídia imunogênica, o que diminui sua antigenicidade. São adicionados ainda 0.3% de lidocaína. Este composto é aquele sobre o qual mais existem estudos publicados, porém sua aplicação em planos profundos é restrita também por possuir anestésico local, o que impossibilita sua aplicação em grandes quantidades no corpo, como é necessário, por exemplo, na bioplastia dos glúteos.

bioplastia Figura 2. As microesferas de polimetilmetacrilato entre 30 e 40 possuem superfície totalmente livre de impurezas, o que garante que elas não sejam fagocitadas e, além disso, que produzam pouca reação inflamatória.

O produto é estritamente intradérmico (derme reticular); dever ser aplicado um pouco acima da junção entre a derme e o tecido celular subcutâneo, sendo contraindicado seu manejo em planos profundos, como intramuscular e justa-periosteal. No final de cada implantação, o implante deve ser massageado e aplicada pressão delicada caso se formem nódulos.

bioplastia Figura 3. Injeção do produto (composto de microesferas de PMMA e colágeno) na derme profunda para correção de rugas. Quanto ao volume a ser implantado, é muito raro que ocorra supercorreção, devido ao fato de que há uma densidade alta na derme profunda, o que permitirá que somente uma certa quantidade do produto seja injetada. Devido a este fato, é recomendável que sejam feitas aplicações adicionais (mais uma ou duas) sobre as já existentes para que se atinja o resultado desejado.

A resposta do hospedeiro à implantação:

Foi através de estudos histológicos que se pôde chegar a um tipo de implante que se mantivesse estável por um longo período de tempo no local da implantação e que induzisse mínima resposta como corpo estranho.

Allen (1992), em um estudo longitudinal, estudou as reações celulares após a injeção de implantes inertes. Tais reações eram seguidas por uma série de eventos de magnitude variável. Nas primeiras 24 horas, neutrófilos e pequenas células redondas predominam. Em 48 horas, há predomínio de monócitos, e, em sete dias, já está ocorrendo formação de células gigantes contra corpos estranhos.

Em duas semanas a resposta celular já está moderada, em quatro semanas os monócitos se diferenciam em células epitelióides e os fibroblastos aparecem, em seis semanas células gigantes de corpo estranho são notadas e a deposição de colágeno se intensifica, e em oito semanas as células inflamatórias crônicas estão dispersas ao longo de uma maciça deposição de colágeno. A partir daí, a reação celular ao corpo estranho se estabiliza e em seis meses células gigantes e um pequeno grau de resposta celular está presente com uma reduzida quantidade de colágeno denso, e há conversão dos fibroblastos em fibrócitos.

Reisberger (2003) complementa dizendo que apesar de um estudo histológico apropriado a longo termo não ter sido realizado, não há mudança no padrão histológico após aproximadamente seis meses.

bioplastia e preenchimento Figura 4. Em seis meses as microesferas de Artecoll se encontram rodeadas por tecido conjuntivo do hospedeiro e alguns macrófagos.

O grande avanço que se obteve com o uso de microesferas de PMMA está no fato de o implante permanecer definitivamente no local de aplicação, sem potencial migratório, induzindo, ainda, mínima reação de corpo estranho. Tal fenômeno ocorre devido ao fato de as esferas possuírem superfície extremamente lisa, livre de impurezas e com ausência de cargas elétricas.

Uma vez implantadas, elas são encapsuladas pelas fibras colágenas do hospedeiro, impedindo que estas sejam fagocitadas e prevenindo o seu deslocamento. O tamanho das microesferas também é suficientemente grande para que elas não sejam fagocitadas.

Indicações para o uso de PMMA para bioplastia

Os compostos de microesferas de PMMA têm sido amplamente utilizados na cirurgia plástica para reconstrução e preenchimento de tecidos moles; no Brasil está sendo utilizada em planos profundos com resultados satisfatórios.

Com o intuito de facilitar sua aplicação e minimizar os riscos foram criadas microcânulas, indicadas tanto para implantação do PMMA quanto para analgesia. Sendo estas atraumáticas, não provocam lesão vascular nem sangramentos significativos.

Segundo Lemperle (2003), a correção das linhas de expressão glabelares geralmente não oferece problemas, pois a área possui derme grossa e boa quantidade de tecido conjuntivo para suportar o implante. No entanto, há risco de cegueira e oftalmoplegia após injeções nessa região, conforme um relato de caso apresentado por Silva e Curi (2004). Segundo esses autores, a injeção na área glabelar parece ter um maior risco de complicações oculares devido à rica rede de anastomoses nessa região, onde múltiplos ramos da artérias oftálmicas se projetam para fora da órbita em direção à face.

O fluxo retrógrado produzido pela injeção nos ramos extraorbitais da artéria oftálmica seria responsável pelos acidentes oculares. Tais complicações já haviam sido descritas por outros autores, como Dreizen (1989) e Egido (1993), como resultado da injeção de gordura autóloga na região glabelar.

Qual a diferença entre toxina botulínica e os preenchimentos?

A toxina botulínica, mais conhecida pelo seu nome comercial, é um produto que atua no músculo paralizando-o, de modo que algumas informações quanto às expressões são impedidas de chegar do cérebro ao músculo. Dessa forma, a toxina botulínica tem a proriedade de ateuar as rugas por meio da sua paralização.

No caso dos preenchimentos, como a bioplastia, é realizada a reposição dos volumes que foram perdidos com o processo do envelhecimento. Dessa forma, não há o bloqueio das mensagens nervosas, mas existe, nesse caso, uma reposição real das perdas de volume que forma as rugas e sulcos.

MÉDICOS RESPONSÁVEIS

Dr Roberto Chacur Dr. Roberto Chacur
Médico Cirurgião. CREMESP sob o número 124125 e RQE 33433.
Formação: Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).
Tem formação de cirurgião, com registro de especialista no CREMESP sob o número 33433, membro da ASLMS (American Society for Laser Medicine and Surgery) e associado à Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC). Mais informações sobre Dr. Roberto Chacur.
Danuza Dias Alves Dra. Danuza Dias Alves
Médica CRM/RS Nº 36568.
Formação: Centro Universitário UNIRG.

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