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A reconstrução mamária compreende um conjunto
de técnicas cirúrgicas que visam devolver à
mama ressecada um aspecto o mais próximo do normal.
Tem como objetivo minimizar
a mutilação produzida pela mastectomia, favorecendo
uma mais rápida e breve reabilitação física
e mental. Promove, também, uma mais rápida reintegração
social, afetiva, sexual e profissional.
Ela não é solução
de todos os problemas físicos e emocionais produzidos pela
mastectomia, mas um acréscimo importante na reabilitação,
com benefícios à auto-imagem corporal, sem atuar negativamente
na evolução natural da doença; ao contrário,
por reduzir o stress supõe-se que atue positivamente na sobrevida
das pacientes.
TÉCNICAS EMPREGADAS
PARA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA
RECONSTRUÇÃO
COM MÚSCULO RETO DO ABDOMEM (Retalho TRAM)
O retalho TRAM permite a reconstrução
do volume e forma da nova mama, através da transferência
de uma elipse de pele, gordura e músculos abdominais infra-umbelicais,
para a região da mastectomia através de um túnel
subcutâneo. Para garantir o aporte sangüíneo,
pode-se utilizar um ou ambos os músculos retos do abdômen.
Ao final da cirurgia, haverá cicatrizes
abdominais, semelhantes a de uma abdominoplastia tradicional e em
muitos casos, exige a utilização de uma tela sintética
para reforçar a parede abdominal, evitando a perda de força
e o surgimento de hérnia abdominal.
O retalho TRAM está indicado
para casos de reconstrução mamária onde seja
necessário repor grandes perdas de pele e de cobertura torácica,
quando se deseja uma mama com volume maior. Por isso, o pré-requisito
para a sua utilização é o de haver uma área
doadora abdominal com volume suficiente.
Pode ocorrer hematomas, seromas,
flacidez e hérnia abdominal ou necrose dos retalhos.
RETALHO DO MÚSCULO
RECONSTRUÇÃO COM GRANDE DORSAL
O retalho do músculo
grande dorsal é outra opção para a reconstrução
da mama, embora exija a utilização de um implante
de silicone para dar volume à nova mama.
A cirurgia produz uma incisão
nas costas, que produzirá uma cicatriz permanente, muitas
vezes difícil de ser dissimulada pela roupa íntima
ou de praia.
O Retalho é transferido
e posicionado no tórax da paciente, no sentido de corrigir
a perda cutânea e dar volume à nova mama.
As complicações
e limitações são semelhantes as do retalho
TRAM.
Esta técnica é segura, com ótimos resultados.
EXPANSORES DE PELE
A reconstrução
da mama com expansor temporário de pele utiliza uma bolsa
de silicone que, ao ser insuflada com soro fisiológico periodicamente,
permite a distensão da pele e do músculo peitoral,
criando um espaço que permite a substituição
posterior por um implante permanente de silicone. A segunda etapa,
com a inclusão do implante, é realizada após
3 a 6 meses.
A colocação do
expansor pode ser realizada durante a mastectomia ou tardiamente,
em torno de 3 a 9 meses após.
Um outro tipo de reconstrução
utiliza um expansor chamado de “permanente”, o qual
contém um expansor de pele. Llocalizado no interior, um implante
de silicone, que é distendido através de uma válvula
remota onde é injetado soro fisiológico para aumentar
o seu volume. Esta é uma técnica limitada, que não
se adequa a todos os casos. Embora seja para reduzir o número
de cirurgias, poderá necessitar de cirurgias complementares
para aperfeiçoar o resultado final.
Podem ocorrer hematomas, seromas,
contratura capsular, expulsão do expansor ou do implante
de silicone.
RECONSTRUÇÃO
IMEDIATA COM PRÓTESES
Embora haja um aumento dos casos
de câncer de mama diagnosticados precocemente, além
do aumento do número de mastectomia profilática, a
reconstrução de mama com a inclusão imediata
de implante de silicone ainda é limitada.
A aplicação desta
técnica depende da permanência de pele excedente, de
uma boa quantidade de tecido subcutâneo e da presença
do músculo grande peitoral ou da utilização
de um retalho lateral torácico dorsal.
Esta técnica não
é freqüentemente empregada, pois o resultado final poderá
ser insuficiente, caso o implante não seja adequadamente
coberto e isolado da pele.
O tipo de implante utilizado depende da indicação
do cirurgião, entre aqueles com cobertura texturizada ou
poliuretano.
Pode ocorrer hematomas, seromas,
contratura capsular, expulsão do implante de silicone.
RECONSTRUÇÃO
DO COMPLEXO ARÉOLO-MAMILAR (CAM)
Realizada semanas após
a reconstrução da mama, há várias técnicas
para a reconstrução do mamilo através de retalhos
locais ou enxerto de parte do mamilo da mama remanescente. A aréola
pode ser reconstruída com enxerto de pele da raiz da coxa
ou tatuagem.
TRATAMENTO MAMA OPOSTA ÀQUELA
MASTECTOMIZADA
A mama contra-lateral àquela
mastectomizada poderá ser tratada, tendo como objetivo a
simetrização com a mama reconstruída, através
de uma mastopexia, mamoplastia de redução ou de aumento
com inclusão de implante de silicone mamário.
Esta cirurgia deverá
ser executada em um segundo tempo, alguns meses após, nos
casos de reconstrução mamária com os retalhos
miocutâneos ou de expansor de pele.
Em alguns casos selecionados,
caso seja encontrada alguma patologia na mama oposta, história
familiar ou alterações genéticos BRCA1 e 2
positivos, poderá discutir-se a realização
de uma mastectomia profilática desta mama.
Toda a informação
nesta página é fornecida para a instrução
do paciente somente. Não é um conselho médico
específico e não pretende substituir a relação
formal médico-paciente.
Cada paciente é diferente
e nem todos os pacientes fazem as mesmas escolhas. Os tecidos das
pessoas variam e assim nem todos os pacientes terão os mesmos
resultados.
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O Conselho Federal de Medicina proíbe
a exposição de fotos de pacientes submetidas
a cirurgias plásticas.
No seu site, a ASAPS (USA) expõe diversas fotos e são
de domínio público pelo site: http://www.surgery.org/public/photos |
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