Para uso ambulatorial é necessário
um correto controle do fluxo de infusão do gás,
bem como o cálculo do volume total injetado, o que pode
ser conseguido com aparatologia adequada.
Um aparelho, especialmente desenvolvido para
carboxiterapia, esta registrado nas normativas da Comunidade Européia
desde 2002 (CE 0051). Esta definido como dispositivo medico, classe
II b e apresenta padrões "standard" de qualidade aplicada
e segurança. Este mesmo equipamento tem aprovação
de comercialização e uso pelo F.D.A. americano como
equipamento de uso mmédico ambulatorial (www.nutecint.com/carboxytherapy.html).
Na Europa o uso da carboxiterapia é aprovado
para o tratamento de patologias do sistema circulatório,
incluindo-se arteriopatias obstrutivas perifericas, úlceras
diabeticas e vasculares e lipodistrofia ginóide.O equipamento
acima descrito denomina-se Carbomed. Este aparato permite administrar
fluxos de CO2 entre 10 e 120 ml por minuto, bem como calcular
o volume total injetado. Segurança do método terapêutico.
Lembramos que o gás carbônico é
um metabólito normal no nosso organismo e em situações
de repouso nosso corpo produz cerca de 200 ml/min do mesmo, aumentando
em ate 10 vezes frente a esforços físicos intensos.
O fluxo e o volume total injetados durante o tratamento encontram-se
entre estes parâmetros, ou seja, habitualmente na carboxiterapia
utiliza-se fluxos de infusão entre 20 e 100 ml/min e volume
totais admnistrados entre 600 ml e 1 litro (28,30).
O gás da carboxiterapia é ainda
amplamente utilizado em medicina para promover pneumoperitonio
em cirurgias endoscópicas, onde fluxos de até1000
ml/min sao utilizados com segurança (15) e os volumes totais
freqüentemente ultrapassam 10 litros, sem que haja efeitos
sistemicos significativos.
Outros usos mais recentes do CO2 como contraste
em angiografia atestam a segurança deste gás, demonstrando
que o mesmo não é passível de promover embolia
- são usados nestes procedimentos injeções
intra-vasculares em "bolo" de ate 100 ml (16) e fluxos contínuos
entre 20 e 30 ml/segundo (17), sem reações adversas.
Também não existe na literatura
relatos de efeitos adversos ou complicações, tanto
locais (14) quanto sistëmicas (7,9) da carboxiterapia - ver
abaixo. Possíveis efeitos colaterais limitam-se a dor durante
o tratamento, pequenos hematomas decorrentes da punção
(realizada com agulha 30 G 1/2 - insulina) e sensação
de crepitação no local.
Em Porto Alegre - RS está sendo desenvolvido
um aparelho especial para carboxiterapia onde o médico
terá o controle do fluxo, volume infundido, volume infundido
total, volume infundido em cada aplicação da agulha,
controle eletrônico do fluxo/minuto. Os fabricantes prometem
divulgar o produto em 2007, com um custo ainda menor que a concorrêncio
de um aparelho com maiores recursos.
O aparelho será fabricado em Porto Alegre
- RS com matéria prima alemã e protocolado na Anvisa.