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CORRENTE RUSSA

Tonificação muscular com corrente russa.

Eletrodos são acoplados à pele e uma corrente elétrica é aplicada, por meio de um aparelho, de modo terapêutico, fazendo com que a musculatura se enrijeça e se tonifique. A corrente russa é caracterizada por sua assimetria, baixa frequência, baixa voltagem e pequena intensidade. Seu trabalho pretende dar tônus à musculatura (aumento da força muscular) e uma melhora da circulação sanguínea em áreas de celulite e gordura.

É indicado para flacidez muscular, necessidade de melhora do fluxo sanguíneo e do sistema circulatório.

Número de sessões: 10 sessões. Duração da sessão: 30 a 60minutos. Contra Indicações: Cardiopatias congestivas, portadores de marca-passo, patologias circulatórias como flebites, embolias, varizes, tromboflebites, gestantes, hiper e hipotensos descompensados, processos infecciosos e inflamatórios, neoplasia, renais crônicos, patologias pulmonares como enfisema pulmonar, epilepsia, regiões com dermatites ou dermatoses e lesões musculares

COMO SURGIU A CORRENTE RUSSA?

Inicialmente, a corrente russa foi utilizada para recuperar a musculatura de astronautas, submetidos a longos períodos de ausência gravitacional. Nasceu, assim, a chamada Corrente Russa, proposta e utilizada pelo Dr. Yakov Kotz , professor de educação física, responsável pelo treinamento de astronautas russos. Desde então, maiores investigações sobre a chamada corrente russa, levaram os pesquisadores a aperfeiçoar essa corrente, tendo em vista que era utilizada em pessoas jovens, saudáveis e bem treinadas e, também, a luz de maiores informações obtidas graças ao avanço da fisiologia e da eletrofisiologia.

Ela pode aumentar não somente a força máxima estimulada, mas também a força voluntária, a velocidade do movimento e a resistência muscular. O tempo para acomodação é, geralmente, de 20 a 25 dias para a velocidade máxima (FLECK e KRAEMER, 1997).

De acordo com Weineck (1991), na eletroestimulação, a contração muscular não ocorre devido a um impulso comandado pelo SNC (sistema nervoso central), mas devido a um estímulo elétrico. Atualmente, a estimulação elétrica é utilizada na complementação dos programas de exercícios e, nos últimos 10 anos, vimos a capacidade da musculatura esquelética alterar suas propriedades funcionais contráteis em resposta à estimulação elétrica prolongada de baixa frequência (O’LEARY et al., 1998).

Low e Reed (2001) nos mostram vários tipos de frequências que ocorrem em diferentes tipos de aparelhos de estimulação elétrica: as estimulações de baixa frequência, de média frequência, as correntes interferências e as correntes de alta frequência.

Estimulação de baixa frequência ocorre quando o pulso de corrente despolariza a fibra nervosa. A frequência de repetição do pulso pode ser de até 1.000Hz. Os pulsos podem ser todos em uma direção – unifásicos – ou em ambas as direções – bifásicos. Pulsos utilizados para a estimulação do músculo através do nervo motor com frequência entre 30Hz e 100Hz podem ser chamados de pulsos farádicos, utilizados para a musculatura inervada.

Estimulação considerada de média tem frequências de repetição de pulso maiores que 1.000Hz. Nessa frequência, cada fase de corrente não pode estimular um impulso nervoso, já que os pulsos que se sucedem caem no período refratário.

Os métodos usuais para permitir a repolarização de membrana nervosa são a modulação da amplitude ou interrupção (corrente russa). As correntes russas consistem em uma corrente de média frequência homogeneamente alternada de 2.500Hz, aplicada como uma série de disparos separados. Ocorrem, assim, 50 períodos de 20ms de duração que consistem em um disparo de 10 ms e um intervalo de 10 ms. Cada disparo de 10 ms contém 25 ciclos de corrente alternada, ou seja, 50 fases de 0,2 ms de duração.

As correntes interdiferenciais produzem duas correntes de média frequência levemente diferentes uma da outra, porém, interferem umas nas outras. Desse modo, uma nova corrente resultante é estabelecida. A amplitude resultante em qualquer ponto dado é a soma de duas amplitudes de correntes individuais, de modo que onde dois picos ou duas depressões coincidirem, elas se tornarão maiores, mas onde um pico e uma depressão coincidirem, eles se cancelarão.

As correntes de altas frequências de milhões de Hertz não podem estimular nervos ou músculos, pois se alteram rápido demais e são usadas terapeuticamente.

A estimulação elétrica neuromuscular (EENM) é uma técnica de fortalecimento baseada na estimulação dos ramos intramusculares dos motoneurônios, que induz à contração muscular, utilizada na reabilitação para o tratamento de hipotrofia, elasticidade, contraturas e fortalecimento, além de programas de treinamento em atletas, gerando um ganho de torque isométrico (PICHON et al., 1995).

Outra informação importante sobre a eletroestimulação é que a literatura nos aponta pesquisas em que foram utilizados aparelhos denominados de “aparelhos de corrente russa”, que possuem freqüência de onda de até 2.500Hz. Devemos observar a frequência, medida em Hz (hertz), com a qual se obtêm resultados significativos.

Kitchen e Bazin (1998) afirmam que ganhos de força têm sido obtidos por meio de estimulação elétrica de baixa freqüência (25 a 200Hz), porém concordam com a carência de estudos da eletroestimulação em relação à estética.
 
BIBLIOGRAFIA:

FLECK, S. J.; KRAEMER, W. J. Designing resistance training programs. Human Kinetics, 1997.
KITCHEN, S.; BAZIN, S. Eletroterapia de Clayton. São Paulo: Manole, 1998.

LOW, J., RED, A. A eletroterapia aplicada – princípios e prática. São Paulo: Manole, 2001.

O’LEARY, D. D.; HOPE, K.; SALE, D. G. Influence of gender on potentiation in humam dorsiflexors. Journal Physiol Pharmacol, 76 (7-8), p. 772-779, 1998.
PICHON, F.; CHATARD, J. C.; MARTIN, A.; COMETTI, G. Electrical stimulation and swimming performance. Medical Science Sports and Exercice, 27(12): p. 1.671-1.676, 1995.

WEINECK, J. Biologia do esporte. São Paulo: Manole, 1991.

TEXTO:
Michelle Goulart. Fisioterapeuta Dermatofuncional das Clínicas Leger.

 


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