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Hidradenite

Hidradenite


hidradenite A hidradenite é uma inflamação crônica e supurativa das glândulas apócrinas. Admite-se a possibilidade do processo iniciar a partir de oclusão do folículo pilossebáceo, ou mesmo do duro apócrino, condições que levariam à dilatação e inflamação da glândula apócrina, com infecção bacteriana e inflamação do duto da glândula e tecidos vizinhos, com posterior fibrose e formação de trajetos fistulosos. É mais comum em mulheres e se inicia durante, ou após, a puberdade, pois é neste período que se desenvolvem as glândulas apócrinas. Ainda que as axilas sejam as regiões mais atingidas, outras áreas de glândulas apócrinas podem ser comprometidas, como a aréola mamária, genitais externos, região inguinocrural e perianal. O quadro é encontrado associado à acne vulgar ou conglobata.

Patogenia

Aparentemente, ocorre obstrução das glândulas apócrinas por tampões de queratina, seguindo-se de dilatação dos dutos apócrinos, ruptura e colonização bacteriana, a partir do folículo, com alterações inflamatórias intensas e acometimento progressivo de glândulas adjacentes. Mais recentemente, alguns estudos põem em dúvida esta patogenia com participação essencial das glândulas apócrinas, pois em determinadas localizações (inframamária, inguinal e nádegas) não se encontram, nos cortes histopatológicos, elementos do aparelho apócrino. Nesta hipótese, o acometimento das glândulas apócrinas seria secundário à ruptura destes cistos foliculares e às foliculites, frequentemente, observadas.

A irritação cutânea pelo uso de desodorantes e antiperspirantes, a raspagem, a depilação mecânica ou por depilatórios, e roupas justas podem atuar como fatores na gênese da obstrução. Doenças sistêmicas como diabete, anemia e obesidade podem ser causas predisponentes.

Manifestações Clínicas

A lesão clínica é uma pápula que evolui rapidamente para um nódulo profundo, eritematoso e extremamente doloroso. À lesão inicial, geralmente, seguem-se outras, formando conjunto de nódulos dolorosos. As lesões costumam romper na superfície, dando saída a material purulento. A lesão pode ser única, mas, habitualmente, ocorrem múltiplas lesões, com tendência à recorrência e à cronicidade, assim como, formação de cicatrizes retráteis e viciosas. A localização mais comum é nas axilas, porém, outras áreas também podem ser comprometidas, particularmente a região inguinocrural e região perianal.

Duas formas de hidradenite

A forma menor e mais frequente, caracteriza-se por pápula ou nódulo, que evolui para nódulo profundo, que se torna eritematoso e doloroso. Forma-se abscesso que supura. Pode haver múltiplas lesões que se desenvolvem simultaneamente ou sucessivamente. Esta forma de hidradenite é mais encontrada em mulheres, na região inguinocrural ou axilar, geralmente secundária à depilação ou uso de desodorantes.

A forma maior, menos comum, porém mais grave (chamada erroneamente de acne inversa) é encontrada mais em homens, associada eventualmente com acne nódulo-abscedante ou congobata. Há, na região inguinocrural, glútea ou axilar, nódulos profundos inflamatórios, com abscessos e fístulas bridas cicatriciais e supuração. O exame bacteriológico do pus revela estafilococos, estreptococos e, eventualmente, outros germes como Escherichia Coli ou espécies de Proteus. Anaeróbios patógenos, geralmente, não estão presentes.

Histopatologia

Há infiltrado inflamatório misto agudo e crônico, com abscessos neutrófilos que podem se conectar a sinos que se dirigem a superfície cutânea. Há fibrose, tecido de granulação e, às vezes, células gigantes tipo corpo estranho.

Diagnose

Em sua menor forma, a afecção deve ser distinguida, principalmente, do furúnculo. Este é mais superficial e não tem caráter destrutivo como a hidradenite. Em sua maior forma, deve ser ainda distinguida de linfadenopatias supurativas e de doenças fistulizantes, como tuberculose, actinomicose, linfogranuloma venéreo e, ainda, nas localizações pararretais, devem ser diferenciadas as fistulas retais de origens variadas, doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

Tratamento

Na hidradenite menor, a primeira medida terapêutica é evitar as causas desencadeantes, isto é, raspagem de pelos, depilação, desodorantes e talcos, que contribuem para obstrução dos dutos. A mais frequente é a depilação mecânica ou química, que possibilita a obstrução e infecção do folículo. Eventualmente eficaz, para evitar o aparecimento de novas lesões, é fazer a limpeza da pele antes da depilação com sabonete antisséptico e aplicar um creme de corticóide com antibiótico.

Para a cura definitiva, é indicada a depilação com laser. Quando há abscessos, estes devem ser drenados, curetados e se deve colocar, na lesão, ácido tricloroacético. O uso sistêmico de antibióticos é indicado, preferindo-se tetraciclina ou eritromicina. Nos casos crônicos e recidivantes, outros antibióticos podem ser usados. Quando os nódulos se tornam fibrosados e há recidivas frequentes, o recurso definitivo é a exérese do nódulo. Na hidradenite maior, a administração de antibióticos por via oral é necessária por meses, para controle da infecção.

A administração de isotretinoina na dose, empregada na acne vulgar, pode ser útil, por alguns meses, com melhora regular para moderada em muitos pacientes. Nas formas crônicas e recidivantes, com cicatrizes e fístulas, a ressecção cirúrgica ou drenagem ampla, com cicatrização por segunda intenção, é indicada. Na região anal e perianal, em formas graves, a cirurgia exigida pode ser de tal extensão que pode ser necessária colostomia transitória, que permanecerá até a cicatrização por segunda intenção, quando, então, se reconstitui a continuidade intestinal, eliminando-se a colostomia. Principais tratamentos possíveis com laser na clínica Leger.








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