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Hidratação

Hidratação em Porto Alegre

A barreira cutânea: A barreira cutânea é a primeira etapa da função de defesa da pele. Além da proteção mecânica e permeação seletiva de moléculas, auxilia na restrição à proliferação de microrganismos patogênicos e mantém a concentração de água na pele em níveis normais, necessários a todos os processos metabólicos desse órgão.

O estrato córneo possui um arranjo característico, que se compara a uma parede de tijolos, em que estes são os corneócitos e o cimento seria comparável aos lipídios intercelulares; essa organização permite regular a permeação de moléculas, além de reter os níveis de água adequados.

Há também várias moléculas de propriedade higroscópica responsáveis pela atração de água na pele em condições fisiológicas, cujo conjunto é denominado NMF (natural moisturizing factor, ou fator de hidratação natural); sua composição é de aminoácidos, ceramidas, ácido carboxílico pirrolidônico, uréia, eletrólitos como sódio e cálcio, glucosamina e lactato etc.

PELE SECA

 O estrato córneo tem o papel de participar da barreira epidérmica, tanto à permeação de agressões químicas como contra a proliferação de microrganismos. O estrato córneo saudável apresenta aproximadamente 20% a 35% de água na sua composição. Se essa quantidade for menor do que o necessário, a superfície cutânea apresentará fendas, fissuras e, assim, desenvolver a função de barreira de forma insuficiente e inadequada.

Qualquer perturbação ocorrida no estrato córneo desencadeia um processo inflamatório, de intensidade variável de acordo com o tipo de agressão. Esse processo inflamatório pode gerar dermatites, como a dermatite de contato, assim como, piorar ou perpetuar dermatoses inflamatórias como a dermatite atópica ou a psoríase.

A pele seca, portanto, pode ser definida como um estado em que há perda hídrica do estrato córneo, comprometendo-a clinicamente; os sinais relacionados com xerose são a aspereza, descamação, e menor limiar ao prurido, inflamações e irritações.

 Com o objetivo de manter a integridade dos corneócitos em seu arranjo fisiológico, bem como, as suas propriedades de elasticidade, há necessidade de um nível de hidratação na ordem de 10% a 15% no estrato córneo. Esse equilíbrio pode se romper, por exemplo, por mudanças na umidade ambiental, desengorduramento da pele (banhos quentes, excesso de sabões), ou uso de retinoides.

Em condições fisiológicas, o estrato córneo tem poder de recuperação; o estímulo da remoção dos lipídios aumenta a descamação dos corneócitos, o que desencadeia uma série de fenômenos, entre os quais podem-se citar o aumento da secreção dos corpos lamelares, estimulando a síntese de lipídios, além do estímulo à maturação dos corneócitos, com a conversão em pró-filagrina em filagrina, agregando os filamentos de queratina. A pele se mantém seca (xerótica) nessas situações quando os mecanismos compensatórios normais não superam os estímulos externos que induzem a perda de água.

Entretanto, a xerose pode ser expressão de várias dermatoses, como a ictiose ou a dermatite atópica, ou sinal de outra patologia, como o linfoma de Hodgkin, nefropatias ou endocrinopatias.

HIDRATANTES COMO RECURSO TERAPÊUTICO

Os hidratantes são definidos como produtos cuja finalidade é restaurar os teores hídricos normais na epiderme, preservando sua estrutura e funções.

 Mais modernamente, os hidratantes também agregam outros ativos, como antioxidantes, queratolíticos, protetores solares etc., de acordo com sua área de uso e indicação.
A classificação dos hidratantes baseia-se no mecanismo de hidratação predominante, que é atribuído pela combinação de ingredientes.

 Os hidratantes devem associar elementos dessas três categorias e poderão ter um predomínio de algum dos mecanismos citados. Atualmente, com a evolução do uso dos silicones, é possível um toque mais suave, mas com efeito filmógeno; entretanto, a maioria dos hidratantes de ação predominamente oclusiva tem um toque mais “pesado”, como as pomadas ou emulsões água em óleo.

A aplicação dos hidratantes deve ser sempre após a lavagem, com a superfície da pele ainda um pouco úmida. Esta aplicação não deve ser friccionada, para evitar atrito e agravar irritações. A frequência de aplicações dependerá do grau de xenose da pele que pode ser alta, sobretudo em áreas de exposição freqüente a irritantes, como as mãos.

HIDRATAÇÃO PARA PREVENIR DANOS AMBIENTAIS

Mesmo nas pessoas cuja pele tem níveis normais de hidratação, condições ambientais como vento forte, baixo nível de umidade e temperatura podem levar a um ressecamento importante. Nessas situações, face e extremidades são as mais afetadas.

O hidratante deve ser aplicado no mínimo 20 min antes da exposição e reaplicado ao menor sinal de repuxamento ou ardência. A preferência é por hidratantes de ação oclusiva, com maior teor lipídico. O mesmo raciocínio se aplica a pessoas que lavam as mãos com muita frequência, com uso de sabões com potencial desengorduramento.

HIDRATAÇÃO NAS DESORDENS DE QUERATINIZAÇÃO

 As ictioses são um grupo heterogêneo de doenças que apresentam, em comum, desordens na produção e/ou descamação das células epidérmicas. Essas alterações decorrem de defeitos no processo de diferenciação dos queratinócitos e demonstram clinicamente pele espessada, xerótica e muitas vezes com descamação importante.

Nesse grupo de dermatoses, se incluem a ictiose vulgar, eritrodermia ictiosiforme congênita bolhosa, ictiose ligada ao sexo e ictioses autossômicas recessivas.

  Existem diversas terapias descritas como a alteração genética,no entanto, ainda não está totalmente esclarecida. Além dos tratamentos descritos como retinoides, medidas de apoio importantes baseiam-se principalmente em manter a umidade e a hidratação do estrato córneo e, assim, aliviar o prurido.

Como o estrato córneo absorve água muito rapidamente, o princípio básico está em manter esse estrato sempre hidratado, com aplicações frequentes de cremes, com ação predominantemente oclusiva. O hidratante deve ser aplicado imediatamente após o banho, com uma camada espessa em toda a área afetada.

O uso de substâncias de ação queratolítica pode ser útil nas situações de hiperqueratose: uréia, lactato de amônio, desde que não haja fissuração.

HIDRATAÇÃO NA PSORÍASE

Na psoríase, as alterações de diferenciação epidérmica modificam a permeabilidade cutânea, além de haver uma redução do NMF; clinicamente, ocorre a descamação e o ressecamento.
Embora hajam relatos de que o uso de óleos melhore as condições da superfície, não parece haver melhora da função de barreira.

A restauração “artificial” da barreira cutânea parece reduzir lesões psoriáticas localizadas. Curativos oclusivos reduzem o índice mitótico, assim como emulsões água em óleo podem inclusive aumentar o intervalo entre as crises, atuando como poupador de corticóide e inibindo o fenômeno de Koebner.

HIDRATAÇÃO NA DERMATITE ATÓPICA

A pele xerótica na dermatite atópica é de grande prevalência e a perda de água transepidérmica ocorre tanto em áreas lesadas como aparentemente normais. Existem alterações das proporções de ceramidas e de colesterol, levando a uma organização lipídica aberrante entre os corneócitos.

 Há evidências de que o uso dos hidratantes pode reduzir a necessidade de corticóides tópicos, assim como inibir o processo inflamatório, reduzindo, portanto, o prurido. Emulsões de água em óleo e óleo em água podem ser utilizadas, de acordo com a fase das lesões eczematosas, a saber: em lesões úmidas, cremes óleo em água e em lesões mais secas ou liquenificadas, emulsões água em óleo ou pomadas.

A uréia deve ser utilizada com cautela e em baixas concentrações, pois provoca ardência em muitos pacientes, sobretudo nas fases mais agudas ou em áreas fissuradas.
A hidratação deve ser frequente ao longo do dia, em toda a extensão do corpo e, sobretudo, logo após o banho.

HIDRATAÇÃO EM OUTROS ESTADOS XERÓTICOS

O prurido senil está muitas vezes associado a uma xerose, decorrente do declínio funcional da barreira cutânea. A hidratação contínua reduz o desconforto do prurido, assim como reduz riscos de irritação, mais frequentes pela redução do NMF.

Pacientes dialisados, com insuficiência renal e hepática, também exibem pele xerótica, relacionada com distúrbios metabólicos protéicos e lipídicos. O prurido constitui uma queixa frequente e o uso dos hidratantes alivia esse sintoma prevenindo escoriações e auxiliando na prevenção de dermatites irritativas.

CONCLUSÃO  

São crescentes as evidências de que o uso de hidratantes na prescrição dermatológica é útil em dermatoses que cursam com alterações de barreira cutânea. A pele seca tem um limiar inflamatório reduzido, portanto, deve ser hidratada com a finalidade de prevenir irritações e prurido. Nas dermatites, a hidratação adequada também é capaz de auxiliar na redução do consumo de corticóides tópicos.


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