A auto-imagem é a parte descritiva do conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, ou seja é a descrição que a pessoa faz de si mesma. Esse conhecimento tem também uma parte valorativa, que é a autoestima.
Auto-imagem e auto-estima são mutáveis. Grande parte da auto-imagem é construída na infância, mas mesmo na idade adulta, quando ela já se estabilizou, permanece um conceito dinâmico. Esse caráter dinâmico do si mesmo é condição básica para a psicoterapia.
Auto-estima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau.
A autoestima envolve tanto crenças auto-significantes e emoções auto-significantes associadas, encontrando expressão também no comportamento. Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular ou de extensão global.
Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima: autoconfiança e auto-aceitação. Uma análise mais aprofundada desses termos indica uma sutil diferença de uso: Autoconfiança refere-se quase sempre à competência pessoal e é definida como a convicção que uma pessoa tem, de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa, enquanto autoestima é um termo mais amplo, incluindo, por exemplo, conceitos sobre as próprias qualidades, etc. Auto-aceitação, por outro lado, é um termo ligado ao conceito de "aceitação incondicional" da abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers e indica uma aceitação profunda de si mesmo, das próprias fraquezas e erros. A autoestima, a autoconfiança e a auto-aceitação tendem a estar intimamente ligadas e se influenciam mutuamente.
As distorções em um destes conceitos próprios podem acarretar em complicações emocionais e de relacionamentos sociais, como por exemplo, a baixa auto-estima. Complicações estas tratáveis, quando não associadas a uma doença orgânica, exclusivamente com psicoterapia.
Outro assunto associado que encontramos aqui é o Transtorno Disfórmico Corporal, cujas queixas costumam estar relacionadas com partes específicas do corpo, sendo mais freqüentes as relativas à face, como desproporção do nariz, olho ou boca, ausência ou excesso de pêlos, rugas, cicatrizes e etc. Em alguns casos, as funções do corpo é que se tornam o alvo da obsessão.
O problema costuma surgir entre a adolescência e o início da fase adulta, na maioria das vezes em pessoas solteiras. Embora a causa do TDC ainda seja desconhecida, acredita-se que alterações nos desequilíbrios de serotonina e outros neurotransmissores cerebrais estejam diretamente ligados com o distúrbio. Ainda assim, há alguns fatores que podem predispor a sua manifestação, entre eles: abuso físico ou sexual na infância, histórico de problemas dermatológicos crônicos, depressão, transtorno de ansiedade ou personalidade extremamente tímida e perfeccionista.
Os portadores de TDC apresentam uma elevada taxa de comorbidade com transtornos depressivos, transtornos de humor e transtorno obsessivo-compulsivo. O fanatismo pelo perfeccionismo corporal predispõe a transtornos de auto-imagem e o deslocamento inconsciente de conflitos emocionais ou sexuais para partes do corpo. A preocupação causa sofrimento significativo e prejuízo no funcionamento social, às vezes ocasionando fobias sociais para esconder a feiúra imaginária. Alguns estudos encontram prevalência de 1% na população. Embora existam relatos de casos infantis, em geral o TDC surge em pessoas com idades entre 15 e 30 anos, solteiras, igual para ambos os sexos.
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