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Hiperidrose


Tratamento da hiperidrose axilar envolve, entre outros, uso tópico de cremes e antitranspirantes a base de cloridrato de alumínio, aplicação de toxina botulínica e procedimentos cirúrgicos. Contudo, a aplicação de micro-ondas no tratamento da hiperidrose axilar vem ganhando força entre os procedimentos anteriores.

A aplicação de toxina botulínica é um processo minimamente invasivo que tem bons resultados no tratamento da hiperidrose axilar. O tratamento consiste em utilizar as propriedades paralisantes da toxina para travar as glândulas sudoríparas excretoras do suor excessivo. Assim como as micro-ondas, a terapia com toxina botulínica tem rápida recuperação, no entanto, seus efeitos são temporários, restringindo-se há no máximo seis meses.

Quando o tratamento da hiperidrose é utilizado

Utilizada apenas em casos extremos, a cirurgia de simpatectomia pode ter efeitos indesejáveis no tratamento da hiperidrose axilar. Ao bloquear os gânglios simpáticos responsáveis por estimular as glândulas sudoríparas a produzirem o suor excessivo, a simpatectomia pode ocasionar uma sudorese compensatória. Em torno de 88% dos pacientes relatam que houve melhora no tratamento da hiperidrose axilar, mas reclamam de aumento do suor excessivo em outras partes do corpo.

Como o uso de soluções tópicas a base de cloridrato de alumínio funcionam apenas nos graus menores da doença, a tecnologia de micro-ondas torna-se uma alternativa interessante no tratamento da hiperidrose axilar. As micro-ondas ajudam a reduzir o grande desconforto que essa doença, com base em relatos, tem nas relações sociais, no trabalho e nas atividades cotidianas, afetando a qualidade de vida. A ação de micro-ondas diretamente nas glândulas sudoríparas é considerada hoje o método indicado em tratamento da hiperidrose axilar.

O que é Hiperidrose Axilar

A pele do corpo humano é dotada de inúmeras glândulas sudoríparas, que secretam o suor. Através da sudorese, liberamos calor e equilibramos a temperatura corporal. A hiperidrose é o excesso de produção de suor, que pode ser generalizado ou localizado. A doença localizada é, geralmente, simétrica e ocorre mais comumente nas axilas, mãos e pés.

A hiperidrose axilar não está relacionada à falta de higiene, excesso de calor e não produz mau cheiro. Ela é fruto de uma hiperestimulação das glândulas sudoríparas por parte do sistema nervoso simpático. A causa desta hiperestimulação é desconhecida.

Assim como a região genital, as axilas abrigam grande número de glândulas sudoríparas apócrinas. Este tipo de glândula utiliza o mesmo canal da glândula sebácea para eliminar o suor, portanto, o líquido excretado é mais gorduroso. Nessas áreas ocorre um acúmulo de bactérias que se alimentam deste substrato com maior quantidade de compostos orgânicos. São esses micro-organismos que causam o mau cheiro. Contudo, este fenômeno não é característico da hiperidrose axilar, ocorrendo também em quem não sofre da doença e chamado de bromidrose.

Micro-ondas no tratamento da hiperidrose axilar

O tratamento da hiperidrose axilar com micro-ondas é autorizado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pela Food and Drug Association dos Estados Unidos. Após cinco anos de pesquisas, dermatologistas norte-americanos chegaram ao controle da tecnologia de micro-ondas para aplicação no tratamento da hiperidrose axilar.

Atuando na camada mais profunda da pele, as micro-ondas conseguem "cozinhar" as glândulas sudoríparas inutilizando-as. Isso acontece enquanto a camada superficial da pele é mantida resfriada, o que diminui a ocorrência de vermelhidão, edemas e inchaço após o tratamento da hiperidrose axilar com micro-ondas.

Não há necessidade de afastamento das atividades diárias, após a sessão de tratamento da hiperidrose axilar com micro-ondas.

Veja mais detalhes sobre micro-ondas para o tratamento da hiperidrose axilar.

ilustração do alcance das micro-ondas no tratamento da hiperidrose axilar

A sudorese excessiva envolvendo as glândulas sudoríparas que excede as necessidades fisiológicas é chamada de hiperidrose. Podendo acarretar sérias repercussões no âmbito social e profissional. Este efeito pode provocar desde um simples constrangimento social ao vestir uma roupa manchada por suor, até a eventual necessidade de mudar sua atividade de trabalho. O suor da hiperidrose palmar, detectado no aperto de mão pode passar uma falsa impressão de insegurança e nervosismo, que podem a levar ao isolamento social e dificultar a relação interpessoal.

A hiperidrose pode ser dividida em primária e secundária, mas também pode ser classificada em generalizada ou focal.

A forma primária é aquela em que não há uma etiologia definida. Geralmente envolve as palmas e plantas, além da hiperidrose axilar que são áreas de maior concentração de glândulas sudoríparas apócrinas, possíveis causadoras de mau cheiro. A hiperidrose também pode estar relacionada a fatores emocionais, a chamada hiperidrose cortical ou emocional. Este quadro melhora durante o sono e após sedação. Inicia-se entre a infância e adolescência. A hiperidrose secundária pode estar associada à obesidade, menopausa, uso de antidepressivos, distúrbios endocrinológicos (hipoglicemia, hipertireoidismo, feocromocitoma) e condições neurológicas autonômicas, como siringomielia, paraplegia e outras lesões focais do sistema nervoso central.

Outras opções clínicas no tratamento da hiperidrose axilar

Os agentes tópicos estão divididos em adstringentes e antitranspirantes, sendo considerados uma primeira linha de tratamento do distúrbio.

Tratamentos cirúrgicos para hiperidrose:

* Simpatectomia transtorácica;
* Liposucção, excisão das glândulas sudoríparas axilares;

Toxina botulínica no tratamento das hiperidroses axilares e palmares

hiperidrose axilar tratamento

A hiperidrose palmar é uma indicação precisa da toxina botulínica visto que possui resposta clínica de razoável duração e baixa incidência de efeitos colaterais. Demarca-se a área da sudorese por meio do teste de iodo-amido. Para os casos de hiperidrose palmar são necessárias doses mais altas de toxina botulínica.

A dor à aplicação da toxina é um fator limitante, necessitando, com frequência do bloqueio anestésico no punho. As doses advogadas para o uso intradérmico ou subdérmico são escolhidas de forma empírica, com base na experiência pessoal de cada autor, mas geralmente envolvem o uso de doses elevadas para obter anidrose em larga área e uma supressão por um período mais longo. É efetuada uma antissepsia local, seguida de marcações locais de aplicação por pontos. O aumento do efeito hipoidrótico da toxina botulínica ocorre de forma gradual e permite a manutenção clínica de um nível de sudorese basal inferior ao observado no pré-tratamento.

Veja também sobre aplicação de toxina botulínica para o tratamento de rugas.

As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional e de nenhuma forma devem ser utilizados para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.



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