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Centro de Estudos Leger publica trabalho sobre diferenciação de PMMA e silicone líquido por ressonância magnética

O Centro de Estudos Leger publicou mais um trabalho visando contribuir com a comunidade científica no sentido de facilitar a diferenciação entre PMMA e silicone líquido com ressonância magnética. A publicação é fundamental para o acompanhamento de pacientes que realizaram o preenchimento e para o correto tratamento em caso de complicação. O artigo também serve de referência para que futuros trabalhos científicos não confundam as substâncias, como aconteceu no passado, e atribuam casos de complicação de silicone líquido ao PMMA, o que prejudica a imagem de um produto que é comprovadamente seguro.

Com mais de 14 anos de mercado e trabalhando com foco em preenchimento, a Clínica Leger além de realizar também trata casos de complicação com preenchimento, a maioria causada pelo uso de produtos proibidos como silicone líquido e hidrogel, utilizados em grande parte por profissionais não médicos.

Ao receber um paciente com efeitos adversos de preenchimento o primeiro passo para fazer um tratamento correto é identificar qual foi o produto utilizado como implante. Na maioria das vezes o paciente chega ao consultório atribuindo seu problema ao PMMA, um produto que indevidamente ganhou fama de ser inseguro. Apesar disso, quase sempre o verdadeiro responsável é o silicone líquido.

A divergência no diagnóstico até o momento era comprovada pela biópsia da substância. O trabalho publicado em dezembro de 2020 pelo Centro de Estudos da Leger tem o intuito de mudar esse protocolo e facilitar a identificação do implante utilizando apenas o exame de ressonância magnética. Isso também é útil quando o paciente decide responsabilizar judicialmente o profissional responsável pelo preenchimento, dispensando a necessidade de uma biópsia do tecido ou, se mais tarde for necessário, apenas fazer a biópsia para corroborar o que foi visto na ressonância.

Infelizmente, devido a grande repercussão na mídia de casos esporádicos de complicação, o PMMA ficou conhecido como um produto inseguro. Por ser uma substância aplicada através de um procedimento minimamente invasivo, o ideal é que o PMMA seja utilizado apenas por médicos. No entanto, todos os casos apresentavam evidências claras de não observância aos três requisitos básicos para realização de qualquer procedimento médico:

– produto, que deve ser aprovado pela Anvisa;
– ambiente, que deve possuir alvará da vigilância sanitária atestando condições ideais de higiene; e
– profissional, que deve ser um médico com número de registro válido no conselho regional de medicina.

Nas situações em que houveram prejuízos ao paciente podemos notar que o relato dos casos sempre apresenta indícios de irresponsabilidade. Em muitas situações o procedimento foi realizado em ambiente sem a higiene adequada como quartos de hotel, residências ou salões de beleza.

O profissional na maioria das vezes não era médico ou estava com seu registro cassado ou nem mesmo possuia um registro válido no Estado onde realizava o procedimento.

Além disso, em outros momentos, ao analisar mais profundamente podíamos observar que na verdade o produto era divulgado como se fosse PMMA, mas era na verdade silicone líquido ou hidrogel, substâncias proibidas mas que continuam sendo utilizadas clandestinamente por quem deseja obter mais lucro.

Diversos estudos científicos, incluindo um publicado em maio de 2019 pelo mesmo Centro de Estudos Leger, vem comprovando sistematicamente a biocompatibilidade do PMMA com o corpo humano. Estes trabalhos mostram que o índice de complicação nos preenchimentos com o o produto é mínimo e está dentro do tolerado para um procedimento médico. Na bibliografia médica temos inclusive dados que apontam que técnicas consagradas como lipoescultura e gluteoplastia possuem inclusive números maiores de efeitos adversos.

No entanto, os procedimentos mal sucedidos sempre tendem a ganhar maior repercussão do que os bem sucedidos ao serem amplamente divulgados na mídia. O que frequentemente ocorre é uma desinformação por parte da imprensa leiga que acaba por não apurar os fatos com cautela e atribui erroneamente casos de insucesso com outros produtos ao PMMA. O quadro fica ainda mais grave quando os próprios médicos não sabem diferenciar PMMA de hidrogel ou silicone líquido, como nos casos dos radiologistas, e terminam eles mesmos passando a informação errada para os veículos de comunicação, diagnosticando a causa do problema como sendo PMMA quando na maioria das vezes é outra substância. Como se isso não fosse o bastante para deturpar a imagem do produto, outros médicos ainda utilizam a informação passada pelo radiologista e publicam estudos sobre complicações de preenchimento alegando que a substância utilizada foi PMMA quando na verdade foi silicone líquido.

O trabalho intitulado “Diagnóstico diferencial por imagem de polimetilmetacrilato (PMMA) e silicone líquido” vem para corrigir esse erro na diferenciação dos produtos e possibilitar um correto acompanhamento dos casos de preenchimento, tratamento dos casos de complicação e evitar publicações científicas não apropriadas e a disseminação de informação controversa pela imprensa leiga sobre as substâncias preenchedoras e seus resultados. Com mais este trabalho o Centro de Estudos Leger pretende minimizar os danos causados a imagem do PMMA e reforçar que este é um produto seguro e que quando bem aplicado pode ser utilizado para correção volumétrica sem oferecer prejuízo a saúde do paciente.