fbpx
Agendamento: RS +55 (51) 4063.8333, RJ +55 (21) 4063.8333, SP +55 (11) 4063.3338
De segunda-feira a sexta-feira das 8h às 20h | Sábado das 9h às 15h
Voltar
Preenchimentos Corporal Facial

Preenchimento com PMMA

Como funciona o preenchimento com PMMA

O preenchimento com PMMA é realizado com agulhas de pontas arredondadas chamadas microcânulas para implantar o produto sem cirurgia e evitar a perfuração de vasos, reduzindo hematomas. O método pode ser realizado no próprio consultório médico com anestesia local, sem cortes e sem internação. Logo após o procedimento o paciente pode apresentar sensibilidade local, inchaço e equimose, respostas esperadas que tentem a regredir. As limitações são evitar exposição solar, esforço e exercícios físicos por uma semana.

O PMMA é um preenchedor definitivo facial e corporal biologicamente compatível indicado para fins corretivos em regiões onde é necessário um efeito permanente como ombros, peitoral masculino, glúteos, coxas, pé torto congênito, correção de assimetrias decorrentes da poliomielite, entre outros.

A viabilidade de um preenchimento com PMMA precisa ser avaliada pelo médico presencialmente. Durante a consulta será desenvolvido um tratamento personalizado conforme a necessidade do paciente.

Riscos do PMMA

Assim como qualquer procedimento médico o preenchimento com PMMA NÃO é isento de riscos. Diversos fatores contribuem para uma aplicação correta, os três principais são a higienização do ambiente e a qualidade do profissional e do produto. Quando utilizado produto aprovado pela Anvisa por médico com registro no Conselho de Medicina do Estado onde o procedimento será realizado e em ambiente com alvará da vigilância sanitária atestando condições ideais de higiene para realização de procedimentos médicos, os riscos ficam dentro dos limites aceitáveis para qualquer procedimento médico.

Dois estudos científicos recentes apontam chances reduzidas de complicações em preenchimento com PMMA. O primeiro foi divulgado em outubro de 2018 na revista Aesthetic Plastic Surgery, através de pesquisa realizada com 36 médicos de todo o Brasil que analisou 87.371 preenchimentos realizados com PMMA e registrou 719 complicações, o equivalente a 0,823% do total.

O segundo foi publicado em junho de 2019 na revista Plastic and Reconstructive Surgery, um periódico da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAEE número 86722118.8.0000.5291), o relato de caso feito pelo Núcleo de Estudos Leger que acompanhou mais de 1.500 pacientes por 10 anos apontando um índice de intercorrência inferior a 2% em quase 3 mil procedimentos de aumento de glúteos com PMMA.

História do PMMA

PMMA ou polimetilmetacrilato foi utilizado pela primeira vez na área da saúde como prótese dentária em 1936 e como preenchedor de tecidos moles em 1988. Em 1993 as microesferas sólidas de polimetilmetacrilato foram misturadas ao colágeno bovino para que o produto pudesse ser implantado com agulha, sem cirurgia. Apesar de eficiente, esta combinação tinha um alto preço final e problemas de compatibilidade biológica, que geravam a necessidade de teste alergênico devido ao colágeno bovino.

Esta foi a primeira geração de PMMA, que além dos problemas já citados, tinha como principal complicação, um índice de granuloma de 2,5%. As pequenas saliências causadas pelos granulomas são ocasionadas por uma resposta inflamatória de defesa do organismo. Microesferas de superfície irregular e tamanhos variados favoreciam a ação desse sistema que buscava expulsar o corpo estranho.

Para resolver esse problema, em 1995 os laboratórios começaram uma corrida para produzir esferas mais lisas e com tamanhos regulares, entre 30 e 50 micras, a milionésima parte do metro. Com partículas maiores do que 30 foi possível reduzir o índice de granuloma enquanto o limite de 50 micras evitava perdas na reação tecidual e estimulação de colágeno.

Foi também neste ano que o colágeno bovino foi substituído por carboximetilcelulose, dispensando o teste alergênico e possibilitando a infiltração intramuscular, o que reduziu as chances de migração.

Foi somente em 2006, com a purificação do PMMA e o lançamento da terceira geração do produto, trazendo menores chances de infecção e alergia, que o preenchedor foi liberado pela agência de saúde norte-americana. Em 2007 a Anvisa proibiu a fabricação de PMMA por farmácias de manipulação e passou a aplicar um rígido controle de qualidade para liberar a comercialização do produto no Brasil.

Atualmente o PMMA está em sua quarta geração, o que significa um produto com menos impurezas, microesferas de tamanho regular e superfície nano texturizada, fatores que reduzem o risco de granuloma, infecção, alergia, rejeição e ajudam a aumentar a fixação e o estímulo à produção de colágeno, conforme estudos preliminares divulgados por Lemperle em 2019.