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Tratamento de Depressão Pós Parto

O pós-parto é um período de risco psicológico aumentado no ciclo de vida da mulher. A depressão pós-parto, pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança, adolescente e até mesmo no adulto.

Informações sobre depressão pós-parto

Apesar das controvérsias, vários fatores podem ser mencionados como possível causa da depressão pós-parto, entre eles:

Fatores biológicos
São os resultantes da grande variação nos níveis de hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) circulantes e de uma alteração no metabolismo das catecolaminas causando alteração no humor, podendo contribuir para a instalação do quadro depressivo.

Fatores psicológicos
Originados de sentimentos conflituosos da mulher em relação a si mesma como mãe, ao bebê, ao marido e a si mesma enquanto filha. Com o parto, ocorrem reações imediatas, conscientes e inconscientes na mãe e em todo o ambiente familiar e social, que reativam profundas ansiedades. Uma das mais importantes é a revivência inconsciente da angústia do trauma do próprio nascimento, imagens como a passagem pelo canal do parto, que inviabiliza para sempre o retorno ao útero e empurra para um mundo totalmente novo e, portanto, temido. A perda repentina de percepções conhecidas, como os sons internos das mães, o calor do aconchego, enfim, o sentido total de proteção, para o surgimento de percepções novas e assustadoras. A secção do cordão umbilical separa para sempre, o corpo da criança do corpo materno deixando uma cicatriz, o umbigo, que marca o significado profundo desta separação.

Assim, no inconsciente, o parto é vivido como uma grande perda para a mãe, muito mais do que o nascimento de um filho. Ao longo dos meses de gestação, ele foi sentido como apenas seu,  como parte integrante de si mesma e, bruscamente, torna-se um ser diferenciado dela, com vida própria e que deve ser compartilhado com os demais, apesar de todo ciúme que desperta. Sendo assim, a mulher emerge da situação de parto num estado de total confusão, como se tivessem lhe arrancado algo muito valioso ou como se tivesse perdido partes importantes de si mesma. Tanto quanto na morte, no nascimento também ocorre uma separação corporal definitiva. Este é o significado mais doído do parto e que, se não for bem elaborado, pode trazer uma depressão muito mais intensa à mãe. Com afirma o ditado "o parto é vida e também é morte".

Além destes, outros fatores, relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher, gerando sobrecarga, também podem desencadear esses distúrbios.
A intensidade dos sintomas geralmente define os diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A depressão pós-parto é um distúrbio emocional comum, podendo ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que, geralmente, ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança. Entre 50% a 80% de todas as mulheres apresentarão reações emocionais.

Os sintomas incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. As reações emocionais não psicóticas, ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis (6) meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração.

Psicose Puerperal e Síndrome Depressiva Crônica

São quadros depressivos que também ocorrem no período do pós-parto. Na Psicose Puerperal, os sintomas aparecem nos três (3) primeiros meses pós-parto e são mais intensos e duradouros, com episódios psicóticos, necessitando acompanhamento psicológico e internação hospitalar.

A Síndrome Depressiva Crônica é um episódio depressivo e não psicótico, com humor disfórico, distúrbio do sono, modificação do apetite, fadiga, culpa excessiva e pensamentos suicidas. O tratamento deve ser psicológico e medicamentoso, pois os sintomas podem persistir por até um (1) ano.

Desde o século passado, existem publicações sobre os transtornos do período pós-parto e, apesar do assunto ainda causar controvérsias, é importante o seu diagnóstico precoce, ajudando as mulheres na resolução de seus conflitos para o estabelecimento de vínculos adequados entre a mãe e seu filho.

Sintomas

Estes variam quanto à maneira e intensidade com que se manifestam, pois dependem do tipo de personalidade da mãe e de sua própria história de vida, bem como, no aspecto fisiológico, as mudanças bioquímicas que se processam logo após o parto. Além das vivências inconscientes em que predominam as fantasias de esvaziamento ou de castração, as mais intensas são as ansiedades de carência materna - quando a mãe apresenta forte dependência infantil em relação à própria mãe ou ao marido - e as de autodepreciação, quando se sente incapaz de assumir as responsabilidades maternas, e até mesmo inútil, quando não consegue captar a compreensão do significado do choro do bebê para poder satisfazê-lo. Para poder suportar tais ansiedades, inconscientemente, alguns mecanismos de defesa são colocados em movimento, segundo as características pessoais da mãe.

Dessa maneira, ela pode apresentar-se cheia de uma energia despropositada, eufórica, falante, preocupada com seu aspecto físico e com a ordem e arrumação do ambiente em que se encontra. As visitas são recebidas calorosamente e parece tão disposta, autossuficiente, como se não precisasse de ajuda externa. Em contrapartida, manifesta alguns transtornos do sono, muitas vezes necessitando de soníferos.

Se o ambiente mais próximo não lhe oferecer carinho e atenções, tal estado pode produzir somatizações, como febre, constipação e outros sintomas físicos. Do mesmo modo, se as fantasias inconscientes não puderem ser contidas, surgem as ansiedades depressivas de modo ocasional ou em acessos de choro, ciúmes, aborrecimento, tirania ou em expressões de autodepreciação e de autoacusação.

A mãe, ao contrário da hiperativa, pode apresentar-se com um profundo retraimento, necessidade de isolamento, principalmente se há uma quebra muito grande do que esperava, tanto em relação ao bebê idealizado, quanto a si própria como figura materna. A prostração e a decepção com sentimentos de fracasso e desilusão têm também aspectos regressivos, que se somam aos já produzidos pelo parto, fazendo com que a mãe se sinta mais carente e dependente de proteção, como que competindo com o bebê as atenções do meio que a cerca.

A sensação predominante neste caso é de se sentir apenas a serviço do bebê, como se nunca mais fosse recuperar sua vida pessoal. É muito difícil determinar o limite entre a depressão pós-parto normal da patológica, a chamada Psicose Puerperal, vista anteriormente. A característica principal desta é a rejeição total ao bebê, sentindo-se completamente aterrorizada e ameaçada por ele, como se fosse um inimigo em potencial.

A mulher sente, então, apática, abandona os próprios hábitos de higiene e cuidados pessoais. Pode sofrer de insônia, inapetência, apresenta idéias de perseguição, como se alguém viesse roubar-lhe o bebê ou fazer-lhe algum mal. Se a mãe estiver neste quadro de profunda depressão, sem poder oferecer a seu filho o acolhimento necessário, este também entrará em depressão. As características apresentadas são a falta de brilho no olhar, dificuldade de sorrir, diminuição do apetite, vômito, diarréia e dificuldade em manifestar interesse pelo que quer que esteja ao seu redor.

Tratamento para mulheres com depressão pós-parto


Se há bloqueio materno em manifestar amor pelo filho, alguém deve assumir a tarefa de maternagem em que o bebê possa sentir-se amado e acolhido, pois sem amor não desenvolverá a capacidade de confiar em suas próprias possibilidades de desenvolvimento físico e emocional. Neste caso, o médico assistente deve ser consultado imediatamente, simultaneamente ao apoio farmacológico, será aconselhada a psicoterapia.

Na depressão pós-parto é importante que a mãe possa expressar livremente seus temores e ansiedades, a fim de ter assistência e orientação psicológica para enfrentar as diversas situações de maneira mais adaptativa, realista e confiante. Trata-se de um trabalho profilático, tendo início junto com o acompanhamento médico de suporte antes a crise, no caso da depressão pós-parto já instalada.

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