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Até que ponto devemos decidir uma harmonização facial pelo preço

Você já se olhou no espelho e encontrou várias imperfeições ou alguns detalhes que gostaria de mudar no rosto? Quando isso acontece a primeira dúvida é: “quanto custa“?

Se você pesquisar na internet verá as mais diversas estimativas de preço da harmonização facial. O valor pode ir de R$ 1.200 a R$ 20.000 mais ou menos. Tudo depende da necessidade do paciente e de quanto ele pode pagar.

Os procedimentos podem envolver tratamento do bigode chinês, tirar manchas do rosto, rinomodelação, entre outros, utilizando técnicas variadas como fios de sustentação e laser, mas principalmente preenchimento. A possibilidade de renovar um visual com implantes líquidos sem cirugia faz do preenchimento o queridinho de todos.

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Embora na maioria das vezes seja possível, nem tudo precisa ser realizado no mesmo dia, nem mesmo o pagamento. O ideal é que seja feita uma consulta presencial com o médico para que ele apresente todas as possibilidades e mediante as alternativas o paciente tome a sua decisão.

Sabemos que às vezes pode ser frustrante visitar um site e sair da página sem um valor concreto. Bem, isso ocorre por vários motivos.

Além de variar de acordo com a necessidade de cada paciente como explicamos acima, a hesitação em informar o preço da harmonização facial vem de um esforço para descontinuar o hábito da tomada de decisão baseada em preço.

Quando falamos em procedimentos estéticos, que muitas vezes são facultativos, é importante que o paciente tenha confiança ao decidir. Para isso, a divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa, deve ter o caráter exclusivo de esclarecimento e educação da sociedade. Dessa forma o paciente bem informado pode fazer uma escolha mais certa com base na qualidade e não no preço.

Em reportagem do jornal Fala Brasil da TV Record, o Dr. Roberto Chacur, que trabalha exclusivamente com preenchimento há mais de dez anos, lembrou os principais pontos a serem avaliados pelo paciente na hora de escolher o profissional e realizar uma harmonização facial.

“Ele precisa procurar um profissional com experiência, um profissional que já tenha tempo de atuação, um profissional que tenha capacitação pra realizar esse tipo de procedimento”.

É importante lembrar ainda que no caso do preenchimento a marca comercial do produto utilizado, como por exemplo o ácido hialurônico, precisa ser aprovada pela Anvisa, assim como a clínica precisa ter alvará da vigilância sanitária atestando condições ideais de higiene.

Ciente de que o preço é um poderoso recurso de convencimento o Conselho Federal de Medicina proibe “divulgar preços de procedimentos, modalidades aceitas de pagamento/parcelamento ou eventuais concessões de descontos como forma de estabelecer diferencial na qualidade dos serviços”, conforme estabelecido no anexo I, item 6, inciso XIV da resolução nº 1.974/11.

Essa proibição vem de um cuidado para evitar que o exercício da medicina seja confundido com o comércio de produtos. A harmonização facial, especialmente depois de ter caído no gosto dos famosos, atrai a atenção de muitas pessoas.

Quanto mais se descobre sobre o procedimento maior o encantamento. São diversos os atributos que contribuem para isso como o fato de ser realizado sem cirurgia ou internação, dispensar repouso para recuperação e proporcionar uma mudança visível mas sem exageros.

Olhando assim parece tão simples que fica fácil esquecer que este é um tratamento médico. É nessa hora que muitos se aproveitam para tentar vender um procedimento que está na moda utilizando apenas apelos emocionais e financeiros, mas esquecendo do lado racional.

Profissional

Popular e repleto de pontos positivos, os argumentos utilizados na promoção da harmonização facial são muitos. Com isso, e na falta de uma determinação da Anvisa sobre a formação de quem pode realizar o procedimento, todos querem uma fatia do bolo desse faturamento.

Mas por que só médicos podem realizar? A razão fica bem clara quando a Sociedade Brasileira de Dermatologia nos lembra que “somente médicos estão habilitados para realizar procedimentos invasivos, pois são os únicos capacitados para tratar também eventuais complicações”. Embora não utilize bisturi, o preenchimento é um procedimento invasivo, mesmo que minimamente.

Ambiente

Por ser realizada na maioria das vezes sem cirurgia, é comum as pessoas acharem que podem fazer harmonização facial fora do hospital, de uma clínica ou de um consultório médico. Aproveitando-se da ansiedade e desejo dos pacientes, muitos vendem a ideia de realizar o procedimento em quartos de hotel, residências e até salões de beleza.

Só que a falsa intenção de facilitar o acesso ao procedimento indo até a casa da pessoa, tem como objetivo verdadeiro reduzir gastos fixos com a infraestrutura de uma clínica – aluguel, luz, funcionários, encargos legais, etc. Com isso esses profissionais conseguem oferecer preços muito mais competitivos e ainda aumentar seus lucros.

Mas não é só isso. O principal prejuízo é do paciente, que ao ser submetido ao procedimento em um local sem as devidas condições de higiene está sujeito a riscos, principalmente infecção, que pode afetar a circulação sanguínea e impedir o funcionamento de órgãos vitais.

Produto

Sabendo do poder de convencimento de um preço baixo, muitos profissionais divulgam a utilização de PMMA, que é um produto legal, quando na verdade aplicam silicone líquido ou hidrogel, substâncias proibidas pela Anvisa. E com isso, claro, também aumentam seus lucros.

Um substância legal, além de gastos com impostos, tem todo um investimento em pesquisa para atender aos padrões de segurança e eficácia. Esses valores adicionais fazem seu preço subir e tornam o produto naturalmente mais caro.

Por isso é sempre recomendado que antes mesmo da consulta o paciente pergunte qual é a marca comercial do produto a ser utilizado e pesquise no site da Anvisa se ela é liberada. No dia do procedimento é indicado também pedir que as embalagens sejam abertas na sua frente para garantir que a marca anunciada é a mesma que será utilizada.

Não existem versões genéricas ou manipuladas de ácido hialurônico, PMMA ou qualquer outra substância. Todas elas possuem marcas comerciais que devem ser aprovadas pela Anvisa para serem vendidas no Brasil.

Os pacientes não deveriam ser obrigados a saber todos esses detalhes técnicos e ao contratarem um profissional deveriam esperar clareza nas informações e honestidade no serviço. Mas infelizmente é preciso estar atento para não cair em armadilhas.

Cobrar e questionar os profissionais é mais do que uma obrigação, é um dever. Desconfiar é um direito seu e ninguém pode se sentir vítima. Pelo contrário, um paciente que chega bem informado ao consultório facilita o trabalho do médico na busca pelo efeito desejado e redução de riscos.

O que mais interfere no preço da harmonização facial?

Durante consulta, após avaliar as condições físicas e histórico clínico do paciente e apresentar as diversas opções de tratamento, se uma das escolhas for o preenchimento, o que geralmente ocorre, serão apresentadas as diferentes substâncias preenchedoras.

Cada produto tem uma finalidade específica, atende uma necessidade específica, e claro, possuem variações tanto no preço quanto na forma de cobrança. Enquanto o ácido hialurônico é cobrado por mililitro, o PMMA é cobrado por região e o ácido polilático por ampola.

Outro fato determinante para o preço da harmonização facial são os honorários do médico que variam conforme a sua capacitação, dependendo dos anos de experiência, pesquisas realizadas na área, artigos científicos publicados, cursos de atualização e congressos participados, seja como palestrante ou ouvinte.

Há mais de 14 anos trabalhando exclusivamente com pesquisa e realização de preenchimento, uma das principais técnicas utilizadas na harmonização, o Dr. Chacur lembra que esse “é um procedimento relativamente fácil de ser vendido, mas existem riscos: existe risco de isquemia, existe risco de embolia”.

E faz um alerta: não há nada errado em ser vaidoso, mas é preciso antes de tudo aceitar e valorizar a própria beleza.

O mais importante é a felicidade do paciente. Nós percebemos em alguns pacientes e todo dia vai ter um ou dois pacientes em que a gente percebe que eles buscam essa felicidade na beleza, eles buscam salvar um casamento na beleza e não é isso que ele vai conseguir. Esse paciente ele precisa de um suporte, esse paciente ele precisa saber se aceitar”.

Resumindo

O preço de uma harmonização facial varia de R$ 1.200 a R$ 20.000 mais ou menos. O valor final depende dos tratamentos e técnicas adotadas que serão determinados conforme a necessidade de cada paciente após avaliação presencial com o médico.

Apesar do preço ser determinante na decisão de realizar o procedimento, ele não deve ser decisivo. Muitos profissionais praticam preços baixos como um poderoso recurso de convencimento sem levar em conta o alto risco gerado apenas para aumentar seus lucros.

Os três fatores mais importantes para aumentar as chances de alcançar o efeito desejado e reduzir a possibilidade de complicações são profissional, ambiente e produto. A qualidade desses fatores interefere diretamente no custo da harmonização facial.

Evite ceder a apelos emocionais e financeiros, leve sempre em conta argumentos racionais na hora de tomar sua decisão. Desconfie sempre. Busque informações. Só realize o procedimento se tiver total confiança no médico.

Lembre-se sempre do verdadeiro propósito da harmonização facial: contribuir para autoestima e bem-estar em favor da saúde com qualidade de vida. E acima de tudo, valorize a sua própria beleza e seja feliz.

Fonte: Jornal Fala Brasil – TV Record e Dr. Roberto Chacur

Ficou com dúvidas? Acesse nossa página sobre Harmonização do rosto com preenchimento e associação de técnicas para saber mais!