A perda de dentes é um fator que, além de prejudicar a estética bucal, desordena o arco dentário, o que provoca a mudança de posição de um ou mais dentes. Assim, há uma piora na mastigação que faz com que se sobrecarreguem os dentes remanescentes, a musculatura facial e a articulação temporomandibular (ATM).
A ausência de elementos dentários compromete a estética facial (o rosto fica com aspecto murcho, o mento se projeta e a ponta do nariz cai) e pode também alterar a fala.
Hoje, o implante é uma das melhores opções para quem perdeu um ou mais dentes. Na verdade, eles são uma das maiores evoluções da ciência, uma solução definitiva, segura e que devolve integralmente a estética e a função do dente natural, eliminando a ideia de mutilação que a falta de um dente traz.
O índice glicêmico foi desenvolvido no ano de 1981, a partir da comparação dos efeitos fisiológicos de alimentos contendo carboidratos em relação à sua composição química.
Em 1995, foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition, a primeira tabela de Índice Glicêmico. Após revisão desta tabela, em 2002, foi publicada a mais recente tabela de Índice Glicêmico com dados de mais de 750 diferentes tipos de alimentos e suas variantes.
Este índice corresponde à classificação de um alimento em relação ao efeito que ele exerce na glicemia pós-prandial, em comparação àquela observada após o consumo de um alimento referência, ambos contendo a mesma quantidade de carboidrato disponível (50g ou 25g), sendo testados em um mesmo indivíduo. Tanto o pão branco quanto a glicose podem ser utilizados como alimentos padrão para a determinação do índice glicêmico.
O Índice Glicêmico depende de fatores como o tipo de carboidrato (glicose, frutose, sacarose, lactose ou amido) presente no alimento, depende também da presença e quantidade de outros nutrientes como gorduras, proteínas e fibras, e do estado da preparação (cru ou cozido/assado) do alimento.
A carga glicêmica (CG) do alimento é o produto do índice glicêmico pela quantidade de carboidratos. A carga glicêmica da dieta seria o resultado do efeito glicêmico da dieta como um todo, sendo uma medida de avaliação da quantidade e qualidade de carboidratos, considerando o efeito na glicemia do consumo de uma porção usual de um alimento.
A dieta de baixo IG e CG vem sendo apontada como uma possível ferramenta para prevenção e controle de doenças metabólicas. Cabe salientar que o IG deve ser utilizado como mais um critério, aliado a outros parâmetros nutricionais, de acordo com o objetivo dietoterápico.
O consumo de alimentos de alto IG parece desencadear uma seqüência de eventos hormonais, que limita a disponibilidade de combustível metabólico no período pós-prandial, levando à fome e à ingestão alimentar excessiva.
Alguns autores constataram que as dietas de alto IG apresentam menor poder de saciedade, resultando em excessiva ingestão alimentar, favorecendo o aumento do peso corporal. Além disso, o consumo de tais dietas pode alterar o perfil lipídico e a secreção insulínica, favorecendo o aparecimento de doenças cardiovasculares e de diabetes mellitus.
Vale ressaltar que a ingestão de alimentos de baixo IG tende a aumentar o teor de massa magra e a diminuir, significativamente, o teor de massa gorda corporal .
A escolha de alimentos com base apenas nos valores de IG e CG pode resultar em uma dieta desbalanceada com elevados teores de lipídeos, uma vez que estes retardam o esvaziamento gástrico, tornando mais lento o processo absortivo, ocasionando uma menor resposta glicêmica. Por isso, o IG e a CG (determinados ou estimados) podem ser utilizados para a substituição de alimentos ricos em carboidratos, com perfis nutricionais parecidos, que apresentem alto IG ou CG, por alimentos de baixo IG ou CG, de forma que a dieta de baixo IG ou CG seja rica em fibras e nutrientes.
O Índice Glicêmico também constitui ferramenta aplicável para o praticante de atividade física, pelo fato do tipo de carboidrato e o período da ingestão, influenciarem na reposição correta dos estoques de carboidrato, uma vez que, quedas acentuadas na concentração do glicogênio muscular levam à fadiga e consequentemente à queda no desempenho.
As refeições pré-exercício devem conter preferencialmente fontes alimentares ricas em carboidratos complexos e que possuem baixo Índice Glicêmico (algumas frutas, aveia, macarrão integral) pois estes alimentos são de mais fácil digestão e permitirão que tenha mais energia para o exercício físico. Entretanto, devem-se evitar os alimentos com alto Índice Glicêmico (batata inglesa cozida, pão branco, arroz branco, mel, milho) pois estão relacionados à inibição da oxidação lipídica.
Durante e após os treinos, faz-se necessária a utilização de alimentos de médio a alto Índice Glicêmico pois o indivíduo precisa de energia rápida para utilização imediata para repor os estoques de glicogênio e otimizar a liberação de insulina.
Hoje em dia sabe-se que uma alimentação correta aliada à prática de exercícios nos proporciona uma vida saudável. A cada ano nossas necessidades nutricionais mudam, devido a mudanças fisiológicas do organismo durante o envelhecimento, e certas doenças vão surgindo, dentre elas o câncer. O câncer de cólon, terceiro maior câncer que mata no mundo, está diretamente relacionado à alimentação.
O aumento na taxa do número de obesos está relacionada com o aumento do consumo de carboidratos. Este nutriente, a depender da sua qualidade, apresenta respostas glicêmicas diferentes, sendo que o consumo de alimentos com baixo e moderado Índice Glicêmico são recomendados para aquelas pessoas que apresentam obesidade, diabetes e hipertensão, uma vez que, este índice está relacionado aos possíveis efeitos fisiológicos em nosso organismo.
REFERÊNCIAS:
Alves, L.A. Alimentação pré, durante e pós-exercício. Fitness & Performance Journal, Rio de Janeiro, vol 5, n. 02, 2006. p110-111.
Capriles, Vanessa Dias; GUERRA-MATIAS, Andréa Carvalheiro; AREAS, José Alfredo Gomes. Marcador in vitro da resposta glicêmica dos alimentos como ferramenta de auxílio à prescrição e avaliação de dietas. Rev. Nutr. , Campinas, v. 22, n. 4, ago. 2009 .
Carvalho, Gisele Queiroz; ALFENAS, Rita de Cássia Gonçalves. Índice glicêmico: uma abordagem crítica acerca de sua utilização na prevenção e no tratamento de fatores de risco cardiovasculares. Rev. Nutr., Campinas, v. 21, n. 5, out. 2008 .
guttierres, ana p.m.; alfenas, rita de cássia g.. efeitos do índice glicêmico no balanço energético. arq bras endocrinol metab, são paulo, v. 51, n. 3, abr. 2007 .
jenkins, d.j.; wolever, t.m.s.; taylor, r.h.; barker, h.; filder, h.; baldwin, j.m.; bowling, a.c.; newman, h.c.; jenkins, a.l.; goff, d.v. glycemic index of foods: a physiological basis for carbohydrates exchange. american journal of clinical nutrition, 1981; 34: 362-66.
júnior, j.r.g. dieta dos 10 passos: o emagrecimento definitivo. são paulo: phorte, 2007. p 35-42.
pereira, karla dellanoce. amido resistente, a última geração no controle de energia e digestão saudável. ciênc. tecnol. aliment., campinas, 2010 .
sartorelli, daniela s.; cardoso, marly a.. associação entre carboidratos da dieta habitual e diabetes mellitus tipo 2: evidências epidemiológicas.arq bras endocrinol metab, são paulo, v. 50, n. 3, jun. 2006 .
siqueira, f.r.; rodrigues, f.l.p.; frutuoso, m.f.p. índice glicêmico como ferramenta de auxílio de prescrição de dietas. revista brasileira de nutrição clínica, são paulo, vol 22, n. 01, 2007; p.54-58.
westman, e.c.; feinman, r.d.; mavropoulos, j.c; vernon, m.c; volek, j.s.; wortman, j.a.; yancy, y.s.; phinney, s.d. low carboidrat nutrition and metabolism. american journal clinical nutriton. vol 86, 2007. p.276- 84.
Telefone: RS 51-3012-4070 SP 11-2228 0531
Email:contato@clinicaleger.com.br
Leger São Paulo Bioplastia, Estética e Tratamentos a Laser
Maison Leger Bioplastia, Estética, Laser, Spa e Cirurgia Plástica
Clínica Leger Moinhos de Vento