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Preenchimentos Corporal

Preenchimento de Glúteos

Como funciona o preenchimento de glúteos

O preenchimento de glúteos funciona com implantes líquidos que ajudam a moldar o contorno corporal definindo a forma dos glúteos. O preenchimento é realizado no próprio consultório médico com anestesia local, sem cirurgia, sem corte e sem internação.

representação de preenchimento em leque realizado com bioplastia de glúteo

Ilustração do preenchimento de glúteo feita com distribuição do produto em leque.

A utilização de implantes líquidos permite uma maior versatilidade, sendo possível equilibrar assimetrias pontuais, na parte superior ou inferior do glúteo, preencher a porção lateral conhecida como depressão trocantérica ou outro tipo de retoque, ajudando na definição do contorno e modelação corporal, de acordo com a necessidade de cada paciente e recomendação médica. A maleabilidade dos implantes líquidos permite que eles sejam moldados de acordo com as linhas naturais do paciente, evitando uma aparência artificial ou inestética.

O paciente é anestesiado e então o médico faz um pequeno ponto de entrada com uma agulha normal para que possa distribuir a substância preenchedora com microcânulas, agulhas com ponta arredondada utilizadas para preservar nervos e vasos, reduzindo o número de hematomas e evitando que o preenchedor seja injetado no sistema vascular.

Um dos pontos importantes é a correta distribuição do produto, que deve ser feita em leque e uniformemente durante o movimento de retirada da microcânula, evitando áreas de acúmulo e a formação de nódulos visíveis. É importante também injetar o preenchedor na profundidade certa, normalmente dentro do músculo ou entre o músculo e o osso, para prevenir que o produto migre ou que se torne visível com algum movimento do corpo.

Além da utilização de microcânulas e de atenção na hora da distribuição e profundidade, é preciso definir adequadamente a quantidade de produto injetado. Como podemos ver no gráfico abaixo cada 20% de produto estimula 80% de tecido do próprio paciente.

grafico da estimulação de tecido e colágeno pelo pmma ao longo do tempo

Estruturalmente o PMMA serve de pilar para a produção de tecido do próprio paciente, o novo tecido se formará ao redor das microesferas de PMMA, dando forma ao glúteo. O que significa que a quantidade injetada deve ser sempre menor do que o ideal, especialmente por se tratar de um produto permanente e de difícil remoção, assim a remodelação acontece não só pela aplicação do produto, mas também devido à formação de tecido autólogo.

Caso seja necessário é possível fazer retoques de forma gradual em sessões posteriores até que o objetivo almejado seja atendido, sempre respeitando as recomendações médicas e com cuidado para preservar as linhas naturais do corpo evitando uma aparência artificial ou inestética.

O preenchimento de glúteos é realizado ambulatorialmente, onde se faz uso de anestesia local, com o paciente acompanhando todo o processo acordado e conversando com o médico, de modo a participar ativamente. O implante utilizado no preenchimento de glúteos pode ser absorvível ou definitivo, o que deve ser avaliado junto ao médico responsável.

Preenchimento de Glúteos para reparação da perda de gordura e dar forma aos glúteos

O preenchimento é um procedimento que só pode ser realizado por médicos e após avaliação presencial. Durante a conversa prévia no consultório médico serão avaliadas as possibilidades de tratamento para cada paciente, que podem ser gluteoplastia, lipoescultura ou preenchimento. Optando-se pelo preenchimento, o próximo passo é escolher qual a substância e a marca do produto a ser utilizado, que precisa necessariamente ter liberação da ANVISA.

Recomenda-se que o paciente esclareça todas as suas dúvidas sobre o procedimento com o médico e verifique também lote e validade nas ampolas da substância preenchedora que será utilizada. O preenchimento de glúteos não exige internação, mas deve ser realizado em ambulatório devidamente higienizado e que apresente alvará da vigilância sanitária.

Levando em consideração as técnicas de preenchimento e peculiaridade de cada substância preenchedora, é possível preencher o glúteo proporcionando harmonia à região necessária, sempre respeitando a individualidade e necessidade de cada paciente. Hoje existem diversas substâncias preenchedoras liberadas pela ANVISA com possibilidade de uso na região dos glúteos, como ácido hialurônico, policaprolactona, ácido polilático, hidroxiapatita de cálcio e polimetilmetacrilato (PMMA), sendo este último permanente.

O volume destinado às regiões corporais é normalmente maior do que o utilizado no rosto devido à maior extensão da área a ser preenchida, o que dificulta a utilização de ácido hialurônico, que possui menor durabilidade. A maioria dos preenchimentos em regiões corporais demandam um efeito mais duradouro ou até definitivo, o que favorece a utilização de PMMA, que tem efeito permanente.

Outra opção é o ácido polilático, com duração média de dois anos o produto é indicado para definir o contorno corporal quando há necessidade de pouco volume, contribuindo para reduzir a flacidez através da estimulação de colágeno e desenvolvimento de uma pele saudável, macia, hidratada, com brilho e textura adequados.

Polimetimetacrilato é um produto biologicamente compatível com o corpo humano, composto por microesferas de PMMA distribuídas em gel para serem injetadas com microcânulas, sem cirurgia, corte ou internação. A quarta geração do implante encontrado hoje no mercado é o resultado de sucessivos estudos que levaram a um produto de superfície nano texturizada, com menos impurezas e com tamanho regular de microesferas, fatores que reduzem o risco de granuloma, migração, alergia ou rejeição. Essa evolução permitiu que determinados laboratórios obtivessem a aprovação da Anvisa para comercializarem o produto legalmente no Brasil.

Riscos do PMMA

Assim como qualquer procedimento médico o preenchimento com PMMA NÃO é isento de riscos. Diversos fatores contribuem para uma aplicação correta, os três principais são a higienização do ambiente, a qualidade do profissional e a do produto. Quando utilizado produto aprovado pela ANVISA por médico com registro no Conselho de Medicina do Estado onde o procedimento será realizado e em ambiente com alvará da vigilância sanitária atestando condições ideais de higiene para realização de procedimentos médicos, os riscos ficam dentro dos limites aceitáveis para qualquer procedimento médico.

Dois estudos científicos recentes apontam chances reduzidas de complicações em preenchimento com PMMA. O primeiro foi divulgado em outubro de 2018 na revista Aesthetic Plastic Surgery, através de pesquisa realizada com 36 médicos de todo o Brasil que analisou 87.371 preenchimentos realizados com PMMA e registrou 719 complicações, o equivalente a 0,823% do total.

O segundo estudo foi publicado em junho de 2019 na revista Plastic and Reconstructive Surgery, um periódico da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAEE número 86722118.8.0000.5291), o relato de caso feito pelo Núcleo de Estudos Leger, que acompanhou mais de 1.500 pacientes por 10 anos, apontou índice de intercorrência inferior a 2% em quase 3 mil procedimentos de aumento de glúteos com PMMA.

História do PMMA

PMMA ou Polimetilmetacrilato foi utilizado pela primeira vez na área da saúde como prótese dentária em 1936 e como preenchedor de tecidos moles em 1988. Em 1993 as microesferas sólidas de polimetilmetacrilato foram misturadas ao colágeno bovino para que o produto pudesse ser implantado com agulha, sem cirurgia. Apesar de eficiente, esta combinação tinha um alto preço final e problemas de compatibilidade biológica, que geravam a necessidade de teste alergênico devido ao colágeno bovino.

Esta foi a primeira geração de PMMA, que além dos problemas já citados, tinha como principal complicação, um índice de granuloma de 2,5%. As pequenas saliências causadas pelos granulomas são ocasionadas por uma resposta inflamatória de defesa do organismo. Microesferas de superfície irregular e tamanhos variados favoreciam a ação desse sistema que buscava expulsar o corpo estranho.

Para resolver esse problema, em 1995 os laboratórios começaram uma corrida para produzir esferas mais lisas e com tamanhos regulares, entre 30 e 50 micras, a milionésima parte do metro. Com partículas maiores do que 30 foi possível reduzir o índice de granuloma enquanto o limite de 50 micras evitava perdas na reação tecidual e estimulação de colágeno.

Foi também neste ano que o colágeno bovino foi substituído por carboximetilcelulose, dispensando o teste alergênico e possibilitando a infiltração intramuscular, o que reduziu as chances de migração.

Foi somente em 2006, com a purificação do PMMA e o lançamento da terceira geração do produto, trazendo menores chances de infecção e alergia, que o preenchedor foi liberado pela agência de saúde norte-americana. Em 2007 a ANVISA proibiu a fabricação de PMMA por farmácias de manipulação e passou a aplicar um rígido controle de qualidade para liberar a comercialização do produto no Brasil.

Atualmente o PMMA está em sua quarta geração, o que significa um produto com menos impurezas, microesferas de tamanho regular e superfície nano texturizada, fatores que reduzem o risco de granuloma, infecção, alergia, rejeição e ajudam a aumentar a fixação e o estímulo à produção de colágeno, conforme estudos preliminares divulgados pelo Dr. Gottfried Lemperle em 2019.

Médicos capacitados em procedimentos com PMMA